quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A meu ver

Foi bela aquela semana, foram belos todos os momentos. Apesar de ter terminado lá continuam os nossos pensamentos. Os momentos passados na piscina eram os que todos adoravam. Mas quando era para trabalhar todos estavam dispostos a ajudar. A Verónica com aqueles risos e o Ricardo sempre a mandar. O que mais valia em tudo isto era o Frei João sempre a brincar. Com muita alegria e diversão cada dia era vivido. Ele acampou entre nós E cada um tê-l’O-á sentido. Continuaremos a carminhar todos juntos para O servir. Ele está no nosso coração E nos O continuaremos a seguir. Luís Peixoto
[Aldeia de S. João da Cruz – Caíde]

A família e a missão social

Formador: Dr. Manoel Batista Secretário: Teresa Ribeiro Soares (Aldeia de S. Teresa de Jesus – Braga) Foi com muito agrado que no dia 31 de Julho, Terça-feira, demos início às conferências programadas para o nosso Acampáki. A sala de formação era um recanto do bosque, sob a copa de pinheiros e eucaliptos. Ambos esguios e bem altos. Cá em baixo era fresco. Umas mantas estendidas pelo chão serviam de carteiras. Era ali que nós, alunos, esparramávamos as pernas, acomodando-nos o melhor possível para o melhor possível escutarmos e participarmos. A primeira formação teve como orador o Dr. Manoel Batista (coordenador do Gabinete de Atendimento à Família - GAF). O GAF é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, criada a 24 de Maio de 1994, pela Ordem dos Padres Carmelitas do Convento do Carmo de Viana do Castelo. Esta Instituição surgiu com o objectivo de promover a família nas suas diferentes dimensões e proporcionar uma resposta global e integrada às problemáticas que mais se evidenciavam e se evidenciam na actualidade: rupturas familiares e problemáticas relacionadas com a exclusão social. Assim, o tema “A família e a missão social” foi a proposta para esta conferência. O Dr. Manoel Batista iniciou a sua intervenção alertando os jovens acampaki’s para a consciência de que somos chamados por Deus para uma missão. Um Deus que transmite tranquilidade e segurança, sendo uma espécie de “almofada gigantesca” que minimiza as fragilidades da vida. A missão que Deus nos propõe é a de sermos responsáveis pelo outro e como tal deveremos ter um papel fundamental no trabalho social. Esta missão é de escolhas, pois temos a capacidade de escolher, de optar e ser exigentes e coerentes com as escolhas que fazemos. O desafio do trabalho social é emergente. Cada vez mais temos homens e mulheres sem condições mínimas para viver, onde as desigualdades sociais se agudizam. Segundo um célebre provérbio chinês: “Não dês o peixe mas ensina-o a pescar”. Esta atitude é sem dúvida o que deverá caracterizar o trabalho com estas famílias, onde se pretende ensinar competências e estratégias que lhes permitam “pescar sozinhas”. E se alguém julgou que tal pedagogia já não seria necessária enganou-se, pois o Dr. Batista deu exemplos vários de que assim é. E, nós, jovens Carmelitas, que devemos fazer?, perguntamos. E ele respondeu: estar atentos a esta realidade e a encará-la como um problema de todos. De todos mesmo, até dos mais jovens. De vós, pois claro. Depois referiu ainda a importância da Igreja nesta acção. Ela tem um papel de grande valor e muitas vezes esquecido: o papel profético, de denúncia e de impelir para a acção e o compromisso. Também se falou das soluções remediativas, infelizmente são as mais utilizadas. Tentam reduzir os problemas já existentes. No entanto, uma política preventiva necessita de ser cada vez mais o objectivo da acção social, prevenindo situações de disfunção familiar. Esta deverá ser a aposta de toda a sociedade. Também dos jovens. Obrigado, pois, à organização do Acampáki por nos ter trazido o Dr. Manoel Batista que fez soar o alerta da voz de Deus (e dos pobres) aos nossos ouvidos.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Por que sou feliz?

Formadora: Irmã Cristina João de São João da Cruz Secretário: Francisco Martins (Aldeia de São João da Cruz - Caíde) Na tarde de Quinta-feira, 2 de Agosto — quinto dia do Acampáki — conhecemos a Irmã Cristina João de São João da Cruz, uma religiosa Carmelita Missionária muito simpática de 43 anos, e educadora de infância a trabalhar há dois anos numa creche, em Faro. Veio falar-nos sobre o tema "Por que sou feliz". Tema difícil, mas aceitou falar-nos dele. Tema difícil para quem sempre foi muito tímida e desconfiada das suas capacidades. Não agora, é certo, depois que conhece melhor a Jesus. Veio acompanhada pelos seus pais e começou por recolher opiniões acerca do que é a felicidade. Logo um acampáki mencionou o facto de não existir felicidade, mas sim momentos felizes. Deu-se assim início à conferência, começando a Irmã Cristina por nos explicar que não é a fazer o que nos apetece (aproveitar os momentos felizes), não é a viver sem problemas, nem a ter tudo o que é acessório, que somos felizes. A felicidade nunca dependeu, nem nunca irá depender disso. Depois afirmou que ser feliz é uma opção. Explicou-nos também que Deus quer que sejamos felizes e por isso está sempre presente quando precisamos d’Ele. Também nos disse que, como todos temos gostos diferentes, eles são um factor que condiciona o conceito de felicidade de cada um. O que nenhum de nós irá esquecer é a canção que a Irmã Cristina nos ensinou: "Jesus Cristo está passando por aqui..."! Oh! Quantas vezes a cantamos alegremente nos serões e refeições do Acampáki? Depois da canção a Irmã Cristina foi mais íntima e, baixinho, falou-nos de si própria. Disse-nos que era feliz. Sim, feliz! É feliz por estar viva! É feliz por se sentir amada por Deus! É feliz por sentir que Deus a ampara nos momentos mais complicados! É feliz por ter a Eucaristia! É feliz por se sentir convida por Deus a "repartir o pão com os seus irmãos"! Nesse momento interveio o sr. Manuel Augusto, seu pai, que nos relatou um pouco da infância da sua filha, explicando que desde cedo ele e a sua esposa, Dª Isaura, tiveram o cuidado e de a "cultivar na alegria", uma vez que, quando ela nasceu, tiveram a impressão que Deus tinha passado pela sua casa dando-lhes aquela menina tão sorridente! Visto que o pai tinha falado da infância, a filha falou-nos da sua juventude vivida na Igreja do Carmo de Aveiro e de como se decidira ir para freira. Segundo o que nos contou, costumava interrogar-se acerca da sua vida futura e do que iria fazer. Contou-nos que tentara a todo o custo ignorar o chamamento de Deus, mas que saíra derrotada... Deus fora mais forte e vencera-a! E começou uma longa caminhada com Jesus. Um longo e feliz enamoramento que ainda continua! Houve duas etapas que muito a marcaram: quando emitiu os seus Votos Temporários, no dia 15 de Agosto de 1991, ano em que se celebrava o IV Centenário da morte de São João da Cruz. E quando, seis anos mais tarde, no dia 6 de Setembro de 1997, no I Centenário da morte de Santa Teresinha do Menino Jesus, se consagrou perpetuamente ao Senhor. Abriu-se por fim o diálogo e alguém reparou que aquela freirinha usava aliança. Porque usa aliança, perguntou-lhe? Porque sou de Jesus! Porque sou feliz sendo d’Ele! Porque sou feliz ficando ao seu lado e caminhando com Ele! Foi o remate perfeito. Estava tudo dito. Muito obrigado, Irmã Cristina por ter trazido até aos acampáki's as razões da sua felicidade!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Olá! Se quiseres podes ver o album de fotos do Acampaki neste link, http://picasaweb.google.com/carmojovem/FotosDoAcampaki. Em cada das fotos é possível deixares um comentário. Gostavamos que deixassem comentários... Em breve disponilizaremos mais elementos... Saudações carmelitas, MCJ

ecos...

do lugar da alegria [aos amigos no dia seguinte] há um tempo eterno entre o silêncio do bosque e da água onde quero habitar. hoje só a brisa e a voz secreta e sagrada dos amigos me fazem regressar. há um tempo eterno onde guardo o coração. Jorge Teixeira [S. João da Cruz - Caíde]